INOCÊNCIA (MS) – O Projeto Sucuriú, projeto de implantação de uma fábrica realizado pela multinacional chilena, Arauco, não é apenas uma fábrica, mas o maior investimento privado da história da empresa e um dos maiores do Brasil no setor industrial. Com o objetivo central de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano, a unidade pretende elevar Mato Grosso do Sul ao status de maior polo produtor global da commodity.
Localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú, o projeto também representa uma transformação de toda a região de Mato Grosso do Sul e do Brasil. São US$ 4,6 bilhões investidos para a construção da primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil, a maior do mundo construída em etapa única.
Marco arquitetônico
A construção entrou em uma fase de alta visibilidade técnica. Para atender a capacidade produtiva da planta, uma chaminé de 160 metros está sendo construída. Além disso, o canteiro de obras recebeu equipamentos de última geração, incluindo a montagem daquela que será a maior caldeira de recuperação química do mundo.
Laboratório de Controle de Qualidade
Um marco recente na estruturação tecnológica da planta é a parceria com a Comtec Engenharia de Laboratórios, que arrematou o pacote turnkey (chave na mão) para a implementação do Laboratório de Controle de Qualidade.
Neste modelo, a Comtec fica responsável por toda a entrega: desde o projeto executivo e infraestrutura até a instalação de equipamentos de alta precisão e mobiliário técnico. Esse laboratório é vital para o Projeto Sucuriú, pois será o responsável por garantir que cada tonelada de celulose produzida atenda aos rigorosos padrões exigidos pelo mercado europeu e asiático.
Logística e Sustentabilidade
Um dos diferenciais estratégicos destacados este mês é o início da construção do Ramal Ferroviário, que possui 45 km de extensão, com mais 9 quilômetros dentro da fábrica. O objetivo é conectar a fábrica diretamente à malha norte da Rumo Logística. Essa infraestrutura é vital para reduzir a dependência de caminhões nas rodovias e garantir que a celulose seja exportada de forma mais sustentável.

